Se você quer obter sucesso ao redigir ou interpretar um texto é importante saber como a informação foi ou será transmitida. 

Por isso, é essencial saber as FUNÇÕES DA LINGUAGEM.

  • Como você pode usar a linguagem a seu favor?

  • Como você deve transmitir sua mensagem? 

É claro que isso vai depender dos seus objetivos.

Mas, antes de tudo, é necessário saber quais são os elementos da comunicação. 

Você sabe que, para haver comunicação, tem de haver um emissor (aquele que emite a mensagem), um receptor (aquele que receberá a mensagem) e, claro, a mensagem que será transmitida

Mas será só isso?

Não. Para que sua mensagem chegue ao receptor com sucesso, vocês devem falar sobre um assunto específico (o referente), usar a mesma linguagem (o código) e escolher uma boa forma de essa mensagem chegar ao seu receptor (o canal que será usado).

Para cada um desses elementos da comunicação, há uma função da linguagem. Elas foram bem caracterizadas em 1960, por um linguista russo chamado Roman Jakobson, em um artigo intitulado “Linguística e Poética”. 

Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem, por isso é importante distinguir qual é a função predominante no texto, para, então, defini-lo.

As funções da linguagem são seis e cada uma delas está ligada a um dos elementos do circuito da comunicação.

Vamos lá?

É rapidinho e isso vai ajudar muito!

1)  Função Emotiva ou Expressiva – Está ligada ao Emissor.

Nas poesias, nas crônicas e outros textos narrativos, indica os sentimentos e as emoções do emissor. 

Nos textos dissertativos, pode-se perceber explícita ou implicitamente o ponto de vista de quem está redigindo o texto. 

2) Função Poética – Está ligada à mensagem.

A função poética é a que está ligada à arrumação das palavras no texto, de forma que o torne bonito, surpreendente e agradável de ser lido. 

Apesar do nome, essa função pode estar presente em qualquer tipo de texto.

As crônicas de Cecília Meireles são um bom exemplo de função poética.

Preste atenção!

“A chama crepitante e dourada da lareira” é muito mais bonito que falar “O fogo aceso”.

“Os amantes se abraçaram na relva fresca da manhã” é melhor do que dizer ” o casal namorando na grama”, não é mesmo?

Ao redigir suas dissertações, é só escrever de uma forma simples, direta e sem rebuscamentos.

3) Função Conativa ou Apelativa – Está ligada ao Receptor.

É por isso que esta função tem como objetivo influenciar o receptor, o que é percebido nas propagandas, nos discursos, sermões e textos dissertativos argumentativos. No caso das propagandas, são usados verbos no Modo Imperativo, como se vê em:

Beba tal refrigerante!

Compre já e aproveite a promoção!

4) Função Fática – Está centrada no canal da comunicação.

Tem o objetivo de estabelecer o ato da comunicação e fazer com que ele seja prolongado.

Isso ocorre por meio dos diálogos e de tudo o que possa ser usado para chamar a atenção de receptor no texto, como o título criativo de um texto, ilustrações ou fotos que atraiam a curiosidade, palavras em negrito, itálico, entre aspas e até sublinhadas.

Também se nota a função fática quando há perguntas no texto, de modo que o leitor possa interagir com quem está redigindo.

Na fala, é muito comum ouvir as pessoas usarem formas de saber se estão sendo ouvidas, como “Entende?”, “Percebe?”, “Né?”, ou quando querem dar continuidade à informação e usam “Aí”, umas dez mil vezes, o que fica até chato.

5) Função Metalinguística – Centrada no código, na linguagem.

Percebe-se a metalinguagem quando o código explica o próprio código.

Isso ocorre, principalmente, nos dicionários, em que se encontram os significados das palavras.

Também é usada quando um texto se refere a outros textos, o que chamamos de intertextualidade, quando há siglas e a indicação do que significam, quando há conceitos.

Por isso, podemos encontrar a função metalinguística também em livros didáticos, críticas, poemas que tratam do fazer poético e textos variados.

Quando, por exemplo, Camões dá sua definição ao Amor, temos várias funções.

Amor é fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói, e não se sente.
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer.

Temos função metalinguística, pois dá a definição de amor; a função poética, pois há uma arrumação das palavras no texto e a função emotiva, pois o poeta expressa um sentimento.

6) Função Referencial ou Denotativa – Está centrada no conteúdo, no referente.

Esta função evidencia os fatos, por isso é usada em textos jornalísticos, científicos (teses de doutorado e mestrado), livros didáticos e textos dissertativos em geral, pois transmite as informações de forma objetiva.

Aprendeu a diferença entre as funções da linguagem?

Então, antes de começar a redigir, pense em seus objetivos com o texto e mãos à obra.

 

As funções da linguagem

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